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Apr 062011
 
RICARDO PAULA exposición de pintura portuguesa en Lisboa

Depois de mais de um ano de ausência, Ricardo Paula apresenta agora no MAC duas exposições que, aparentemente díspares, se cruzam em descrições que mostram e escondem enredos de amor e desamor, príncipes e princesas, fadas e irmãs malvadas, e em que se pressente a existência de uma atmosfera de tensão irónica. E erótica. Um quotidiano carnal, íntimo, onde se adivinha a permanência do desejo. “Cinderela, parto hoje à meia-noite para o fim” e “A tua saia e o azul mais escuro da noite” são exposições filiadas no vigor da neo-figuração, que reflectem uma identidade entrelaçada em mitos populares, lúdicos e familiares, vivenciados em atmosferas inequivocamente azuladas, nebulosas, onde se adivinham tramóias mágicas, arquitectadas no universo do eterno feminino. Sentimentos por vezes embaraçosos, que passam pelo pulsar do corpo e arrepio da pele, são enaltecidos e sancionados nestas duas exposições, numa travessia de ambiguidades que resulta das horas de efabulação a que o pintor se dedica, despovoando a nossa memória do imaginário tradicional, mas permanecendo no território do que pode ser reinventado, dito e documentado em tela. Nada sobra, nem um só traço que não seja essencial… CINDERELA parto hoje à meia-noite para o fim de 5 a 29 de Abril / 2011 av. álvares cabral, 58-60, lisboa A Cinderela, a fada-madrinha e as mulheres passarinho ——————————————————————— A Tua Saia e o Azul mais Escuro da Noite de 5 a 29 de Abril / 2011 rua do sol ao rato, 9/c, lisboa Eco de uma carta A lua —————————————————————————– + info MAC – MOVIMENTO ARTE […]

Jan 222011
 
ECHANDI, SENTIMIENTO FEMENINO

Por: Blanca Martín Silvia Echandi nos sorprendió el viernes pasado. En primer lugar, por su vitalidad y alegría, por la familiaridad y simpatía con que habla y se expresa, rasgos que también podemos encontrar en su pintura. En segundo lugar, por la obra misma expuesta, bajo el título “Fragmentos” en la Galería Nicole Blanco de Espacio Niram Madrid. Los asistentes e invitados nos vimos inmersos en una novela pintada de sueños y frustraciones. Una novela visual con todos los rasgos propios de la narración. Silvia Echandi, como narrador omnisciente, pinta ante nosotros una historia de sentimientos, que poco a poco va introduciéndonos en el interior de la indudable protagonista: la mujer. Continuación: Azay Art Magazine  

Jan 222011
 
MAC LISBOA: Água de Cheiro, Pó de Arroz, em Tempo de Beija-Flor e Papagaio de Papel

Aqui, tudo se passa à noite. Antes, durante ou depois de uma festa que se arrasta pelas horas, as noites não contemplam períodos de descanso. Aumentam as batidas da música e do coração e nem a visão fica diminuída, iluminados que surgem homens e bichos, numa luxúria cromática de extraordinária força lírica. Luares radiantes, cúmplices e confidentes, que encerram segredos de conquistas e namoros clandestinos, apadrinhados pelo universo ancestral do animismo africano, repleto de criaturas oníricas. Nestas festas, os sons parecem romper os limites da tela e não existe tristeza. Serestas e serenatas, luzes, cores e perfumes são ingredientes constantes que Roberto Chichorro utiliza como garante de sedução. E múltiplas são as personagens e os seus mistérios. Inebriantes. Repletas de paixão e erotismo incendiários. Mulatas que sonham, maquilhadas de muciro e pó de arroz, que se aprontam para a festa, que se insinuam ou se ajeitam à janela. E esperam… cativas de amor. Os homens agitam-se, os bichos também. Cabras e gatos e bodes e peixes e burros e cães namoradeiros, e os outros, que não sabemos quem são, mescla de fábulas e recordações. Tocadores de viola, de flauta, de piano. Homens-lua, conquistadores. E os pássaros. Beija-flor ou papagaios de papel. Intermediários entre céu e terra, entre mulheres e homens, polinizadores que segredam recados, com morada voluntária nas muitas gaiolas douradas que pendem do infinito. Este sentido mágico de permanente comunhão com a natureza decorre de vincados traços da personalidade do pintor, do lado idílico do seu pensamento simbólico, da sua admiração perante a beleza […]