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Jun 042010
 

DA COLORATURA MULTI-DIRECCIONALMENTE EXPANSIVA


Hilário Teixeira Lopes was born in Mirandela in 1932. with ten years old steps up the drawing production which have already begun some time ago, copying all the pictures and images from books and journals that he have access as well as the landscapes of Mirandela, setting them out through shop windows of the village. In 1946, Teixeira Lopes family moved to Lisbon and Hilário is enrolled in the Visual Arts School Antonio Arroyo. At the same time begins to work in the studio of the sculptor João Fragoso, maintaining contact with the artistic life of the times through the many painters and sculptors who frequented the atelier of the master, and attending the impromptu gatherings there. The life of the young painter was now divided between work and Lisbon`s bohemian. On the one hand, he learns the classical draw, on the other hand, learned the technique of ceramic with Fragoso. And painted increasingly orders asserting itself as an eminent portraitist. Let the studio of João Fragoso and strart working with the master of stained glass, Ricardo Leone, learning this art until become the main performer of the workshop. Leone tries to enlist him with future projects and promises of society, but Hilário tires of so much work and responsibility. Continuing his studies, he begans to work in the Ministry of Assistance at part-time. Quickly, his paintings are filling the walls of division. One day, brings an easel, paints and canvas and installed in a corner of the room and from now on he has his studio at work. He lives very differently from the other clerks triggering a mixture of admiration and envy. At the same time, tires of writing and arithmetic in infernal machines, large and clumsy, he leaves the State employment. Shall definitely work only in painting. From now on, he will be master of himself and is only 22. The time elapses and Hilário reacts to artistic trends around him and his sensitivity captures the waves of a new era. Begins to feel the influence of ceramics, sculpture, stained glass and pictures. Then begins a work of deconstruction of its innate quality designer and painter. He works tirelessly to find his paint, his expression, his position in the panorama of Portuguese modern painting. From now on he is an expressionist painter and his work is commented by art critics. Hilário will do nothing more than paiting.

Hilário Teixeira Lopes é um pintor inquieto, passando por períodos estéticos diversos, desde a abstracção à figuração, do expressionismo à nova-figuração, tendo sempre presente um forte sentido geométrico nas suas composições.
Quando em 1965, ganha o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – o mais importante prémio de pintura instituído em Portugal na altura – a sua obra começou a evoluir num sentido cromático pleno de intensidade expressiva, em que os volumes são rigidamente definidos em cores planas e o movimento é dado por múltiplas dicotomias, entre planos e espaços.

Esta evolução culmina em 1969, quando o quadro “Rugby”, conquista o Primeiro Prémio de Pintura na II Bienal Internacional de Desporto em Belas Artes (Madrid). Nessa ocasião, toda a crítica madrilena foi unânime em reconhecer a justiça do prémio e em verificar que o pintor português era incontestavelmente um dos casos mais promissores da pintura contemporânea.
O galardão conquistado confere novos estímulos ao pintor que rapidamente começa a trabalhar na procura de uma solução pictórica, coerente com a sua produção anterior, mas que agora se apresentava plena de qualidades matéricas, onde a exaltação da cor é dada por matizes diversos: da sua paleta explodem as cores quentes do sol e da terra, do sangue dos homens e do azul sideral dos astros.

Hilário Teixeira Lopes

Hilário Teixeira Lopes

Na pintura de Hilário Teixeira Lopes, as cores assumem-se como instrumentos, teclados e finas cordas distendidas, construindo na tela uma composição ritmada, impulsiva e vibrátil.
Numa dança de cor, mancha e forma, somos envolvidos numa orquestração cromática, onde a noção de tempo musical é indissociável da linguagem plástica do pintor, assumindo-se como modo de apropriação espacial, criando ritmos e andamentos cromáticos.
Esta noção de tempo e ritmo musical surge logo no processo de trabalho, no gestualismo rápido da aplicação da cor, na pincelada larga e expansiva que o pintor transmite à tela, na metamorfose lumínica com que Hilário anima e ilumina o espaço estanque, tradicionalmente assumido pelo suporte da tela, em repentinas erupções de cores agudas e gestos de impulso.
O nosso olhar segue o cerne ondulatório desse movimento e desta dinâmica vive o pulsar de um estado de paixão.
Depositário de um tesouro de instantes e de formas, Hilário Teixeira Lopes revela-se em espaços e tempos diversificados, mostrando-se capaz de preservar a memória de acontecimentos múltiplos, que não têm outra existência para além dos vestígios que deles subsistem.
Possessiva, intuitiva e apaixonada, a pintura de Hilário Teixeira Lopes reconduz-nos musicalmente ao ritmo da criação e ao gesto, no mais límpido exercício da comunicação humana.
O MAC – Movimento Arte Contemporânea congratula-se, pois, por comissariar esta mostra de carácter retrospectivo, unindo-se à iniciativa da Liga dos Combatentes, num projecto de acção e divulgação cultural que em muito prestigia as Artes Plásticas portuguesas.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea

mais informação em

http://www.movimentoartecontemporanea.com/